miércoles, 27 de abril de 2011

Destino do lixo nuclear, herança para nossos filhos

A usina nuclear de Angra 1, no litoral do Rio, entrou em operação há 26 anos e a de Angra 2, há 9. O governo pretende inaugurar Angra 3 em 2015 e já concluiu estudos para a construção de mais quatro usinas, duas no Nordeste e duas no Sudeste. Mas ainda não sabe o que fazer com seu lixo nuclear, que permanece radioativo por cerca de 300 anos.
GUSTAVO BONFIGLIOLI/AE
GUSTAVO BONFIGLIOLI/AE
A central nuclear de Angra é formada pelas usinas de Angra 1 e 2 (foto) e 3 (em construção)
“Existem algumas soluções, só que não temos a garantia de que sejam suficientes a longo prazo”, diz Ricardo Baitelo, engenheiro e coordenador de energia do Greenpeace. “O custo de construir os depósitos não está incluído nas tarifas da energia de Angra 1 e 2, mas teremos de pagar por ele de alguma forma.”
A geração de energia por fissão nuclear deixa dois tipos de resíduo: os de baixa e média radioatividade e os de alta. Por enquanto, o Brasil estoca tudo em depósitos (lixo de baixa e média) e piscinas (alta) nos prédios das usinas de Angra 1 e 2.
Como condicionante para a licença de operação de Angra 3, o Ibama estipulou que o País deve iniciar o processo de licenciamento de um depósito definitivo de resíduos de média e baixa radioatividade e apresentar o projeto de um depósito de resíduos de alta radioatividade.
Este último é o nó da questão, embora especialistas afirmem que o Brasil pode esperar cerca de 30 anos até definir uma solução. O governo parece se inclinar por uma saída intermediária. “Ainda não decidimos se vamos comprar serviços de reprocessamento ou se vamos tratar o combustível como rejeito radioativo e estocá-lo do jeito que está”, diz Laércio Vinhas, diretor de Segurança da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão federal que supervisiona o setor nuclear. “A Eletronuclear (estatal que constrói e opera usinas) e a CNEN estão fazendo um projeto de depósito de resíduo de alta no Brasil, mas ainda não é o definitivo. É um lugar onde os elementos combustíveis poderiam ficar por 200, 300 anos até que as novas gerações decidam o que querem fazer: tratá-los como rejeito ou reprocessar.” A previsão é de que esse depósito intermediário esteja operando em 2026.
O reprocessamento é um processo de “reciclagem” do combustível já usado nos reatores. Os poucos países que têm essa tecnologia, como França, Reino Unido e Japão, conseguem reaproveitar 95% do combustível. “O reprocessamento é politicamente complicado porque um dos elementos obtidos é o plutônio, usado para confecção de armamentos nucleares”, afirma o físico Luís Antônio Terremoto, pesquisador do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), vinculado à CNEN e à Universidade de São Paulo.
Tanto para ser reprocessado como guardado a seco, porém, o combustível deve ser resfriado em piscinas por períodos de, em média, cinco a oito anos. “As piscinas de Angra conseguem estocar os elementos combustíveis até 2020”, garante Leonam dos Santos Guimarães, assessor da presidência da Eletronuclear. Pesquisador da CNEN, Rogério Pimenta Mourão revela que há planos de construção uma piscina extra no complexo.
“Algum dia, todo país que produz rejeitos de alta atividade vai ter de ter um depósito”, diz Mourão. A tarefa não é fácil mesmo no Primeiro Mundo. A Suécia foi o primeiro país a licenciar um projeto de depósito definitivo, com operação programada para 2015. Os Estados Unidos vêm há anos tentando construir um na montanha de Yucca, em Nevada, orçado hoje em US$ 100 bilhões. “A diferença é que o consumidor americano paga por ele desde os anos 80”, diz Baitelo (Estado de São Paulo).

martes, 26 de abril de 2011

Em meio a onda antinuclear, Ucrânia marca 25 anos de Tchernobil



A Ucrânia marca nesta terça-feira os 25 anos do pior acidente nuclear da história, na usina de Tchernobil, em uma cerimônia com os presidentes ucraniano, Viktor Yanukovych, e da Rússia, Dmitri Medvedev.

O aniversário do acidente ocorre em meio à onda global de protestos contra a energia nuclear provocada pelo recente desastre na usina de Fukushima, no Japão, atingida pelo terremoto seguido de tsunami do dia 11 de março.

A explosão do reator 4 da usina de Tchernobil, em 26 de abril de 1986, matou pelo menos 30 pessoas de forma quase imediata e gerou uma nuvem radioativa que se espalhou pela Europa.

Um grande número de pessoas, até hoje não determinado, morreu posteriormente por problemas gerados pela radiação ou tiveram graves problemas de saúde.

Na época do acidente, a Ucrânia fazia parte da então União Soviética, que foi acusada de esconder o problema por vários dias, aumentando os danos provocados pelo desastre.

O acidente forçou a retirada de centenas de milhares de pessoas de suas casas na Ucrânia, no oeste da Rússia e em Belarus.

Até hoje vigora uma zona de exclusão de 30 quilômetros ao redor da usina.

Os engenheiros soviéticos tamparam o reator 4 da usina com um revestimento de concreto para limitar o vazamento radioativo. Após 25 anos, porém, uma nova camada de proteção é necessária.

No mês passado, uma conferência de doadores em Kiev, capital da Ucrânia, conseguiu arrecadar 550 milhões de euros (cerca de R$ 1,3 bilhão) dos 740 milhões de euros (R$ 1,7 bilhão) necessários para a construção da nova cobertura e de tanques de armazenamento para combustível nuclear gasto.

CRÍTICAS

O 25º aniversário do acidente de Tchernobil ocorre menos de dois meses após a usina Fukushima Daiichi, no nordeste do Japão, ter sido severamente danificada pelo terremoto e pelo tsunami do dia 11 de março, reforçando as campanhas globais contra o uso da energia nuclear.

Os operadores da usina de Fukushima, a Tepco (Tokyo Electric Power Co.), também foram criticados por não divulgar rapidamente informações sobre o vazamento de radiação no local.

O presidente da Rússia, antes de embarcar para a Ucrânia, afirmou que deve haver mais transparência durante as emergências nucleares como em Tchernobil ou em Fukushima.

"Acho que nossos Estados modernos precisam ver a principal lição do que ocorreu em Tchernobil e da mais recente tragédia japonesa como a necessidade de contar a verdade às pessoas", disse ele em um encontro no Kremlin com sobreviventes do desastre de 1986.

Medvedev, Yanukovich e o patriarca da Igreja Ortodoxa russa, Kirill, participam de uma cerimônia em Kiev antes de visitar o local da usina em Tchernobil nesta terça-feira.

PROTESTOS

Na segunda-feira, milhares de pessoas participaram de protestos na França e na Alemanha pedindo o abandono do uso da energia nuclear.

Um dos principais protestos ocorreu na Pont de l'Europe, que liga a França e a Alemanha sobre o rio Reno, entre as cidades de Estrasburgo, na França, e Kehl, na Alemanha.

"Tchernobil, Fukushima, nunca mais", pediam os manifestantes com cartazes e gritos de guerra.

Em meio a sons de sirenes, os manifestantes jogaram flores no rio e deitaram no chão sobre a ponte, numa "morte coletiva" simbólica.

Na Índia, uma grande manifestação foi programada para Jaitapur, em protesto contra os planos de construir um sexto reator para a usina nuclear instalada no local.

A campanha contra a ampliação da usina, na costa oeste da Índia, ganhou força após o desastre em Fukushima (BBC Brasil).

lunes, 25 de abril de 2011

Greenpeace faz protesto contra usina nuclear no Rio

Cerca de 20 integrantes da ONG Greenpeace se reuniram em frente ao prédio do BNDES (IBanco Nacional de Desenvolvimento Social) no centro do Rio, nesta segunda-feira, onde soltaram fumaça laranja para chamar a atenção da população sobre a questão da energia nuclear no Brasil.

A concentração ocorreu por volta das 9h30, com grupos que dispararam sinalizadores de fumaça e simularam um resgate de contaminação por radiação. Por medida de segurança, as entradas do edifício sede do BNDES foram interditadas e fechadas com grades. A interdição durou cerca de meia hora.

O ato é um protesto contra o financiamento do BNDES, do valor de R$ 6,1 bilhões, destinado à usina nuclear Angra 3. Um texto no site da ONG se refere ao financiamento como sendo um "calhambeque atômico".
Rafael Andrade/Folhapress
Ativistas do Greenpeace realizam protesto com sinalizadores na entrada principal da sede do BNDES no centro do Rio
Ativistas do Greenpeace realizam protesto com sinalizadores na entrada principal da sede do BNDES no centro do Rio

O dinheiro será usado em obras de construção da terceira usina termonuclear no Brasil, que fica em Angra dos Reis, no litoral sul fluminense.

A verba foi aprovada no final do ano passado, como parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Prevê-se que a usina terá potência instalada de 1.405 megawatts (MW), que seria equivalente a um terço do consumo de todo Estado.

De acordo com o banco, a construção de Angra 3 contribuirá para reduzir a importação de energia gerada fora do Rio.

Situado na ponta de linhas de transmissão, o Rio é tido como vulnerável a contingências operacionais que ocorrem no sistema elétrico interligado Sul/Sudeste/Centro-Oeste, com riscos de queda e desligamento de linhas de transmissão.

"Queremos chamar atenção, amanhã o desastre nuclear de Chernobyl completa 25 anos, e lembrar também que os nossos reatores nucleares são obsoletos e datam da década de 70", disse o coordenador do movimento, Ricardo Baitelo.

No mês de março, um terremoto seguido de tsunami provocou um grave acidente nuclear na cidade de Fukushima, no Japão, e desde então, a discussão sobre o uso da energia nuclear se intensificou em todo o mundo (Folha de São Paulo).

sábado, 23 de abril de 2011

El gas natural obtenido por el metodo de fracturacion es mas contaminante que el diesel y gasolina y casi tanto como el carbon

En varias partes del mundo, las compañias de petroleo y gas estan haciendo un lobby intenso para lograr permisos de extraccion de gas por medio de una tecnica llamada fracturacion hidraulica, o en ingles, "fracking". La tecnica es muy controversial. Implica inyectar bajo tierra grandes cantidades de agua a altisima presion para generar fracturas en roca a profundidad de manera de permitir escapes de gas con un volumen que lo hagan economicamente rentable. La tecnica genera controversia por las cantidades industriales de agua que requiere (otros fluidos tambien pueden ser usados), su uso intensivo de energia (para presurisar el fluido) y porque ha resultado en contaminacion severa de acuiferos. Varias de estas empresas fueron llevadas a juicio en los Estados Unidos.


Estas empresas justifican la extraccion bajo la bandera de energia limpia. El uso de gas natural para generar energia es mucho mas limpio que el carbon, tanto en terminos de contaminacion por particulas como en su potencial como gas de efecto invernadero.

Sin embargo, un estudio liderado por Robert Howarth, de la Universidad de Cornell, acaba de asestar un duro golpe a esta tecnica: el gas natural obtenido por fracturación contamina más que otras alternativas fósiles como el petróleo y casi tanto como el carbón.

Si bien es cierto que la combustión de gas natural emite menos CO2 que otros combustibles fósiles (alrededor de 75% menos que diesel y gasolina), el estudio encuentra que "un conteo completo de todas las emisiones de gas natural obtenido por fracking, hacen que éste sea bastante menos atractivo que el petróleo y no mucho mejor que el carbón en términos de consecuencias por calentamiento global."

Las emisiones generadas para obtener gas natural por medio de fracturacion superan en 2.4 veces las de la combustión de gas natural ya que las fugas de metano (su principal componente y el gas de efecto invernadero más potente) que ocurren durante su producción, transporte y procesamiento cancelan las ventajas comparativas del gas natural. El total de las emisiones de gas natural obtenido por fracturación superan en 60% las de diesel y gasolina.

El estudio, como es común en ciencia, admite que estos resultados deben ser validados en otros contextos pero que es imperativo realizar una revisión rigurosa de las emisiones totales del gas natural obtenido por fracturacion antes de que se lo promueva como una alternativa verde de combustible.

Aquí puedes revisar el artículo en que fue basada esta entrada.

Uso de la maquinaria judicial como herramienta de politica ambiental: el caso de Brasil y la demanda por 1,200 millones de dolares contra distribuidoras de carne

Los graves problemas de gobernanza que afectan a nuestros paises explican en gran medida la incapacidad de la region de poder implementar politica ambiental.

Es por eso que organizaciones civiles como WWF, Rainforest Alliance y otros tienen programas importantes de dialogo/negociacion/presion directo con compañias cuyas actividades tiene gran impacto sobre la modalidad de uso de recursos, por ejemplo, empresas forestales o de compra y distribucion de granos.

La debilidad de las maquinarias de gobierno es el principal freno a programas que impulsan la integracion de politicas de pobreza y medio ambiente a partir de influenciar planes de gobierno. El desafio no es tanto el influenciar los planes sino el llevarlos despues a cabo.


En un nuevo intento de superar los problemas que existen en el poder ejecutivo para hacer politica ambiental, cada vez mas grupos estan recurriendo al poder judicial. Ese es el caso de los fiscales federales de Brasil que estan llevando a la corte a 14 compañias de distribucion de alimentos por comprar carne de haciendas localizadas en terrenos deforestados ilegalmente. Algunas de estas tambien utilizan mano de obra en condiciones tipicas de esclavitud.

De ser exitosa esta estrategia, el monto por penalidades no seria menor y estaria en los 1,200 millones de dolares. A los fiscales brasileños parece no haberlos impresionado mucho el tamaño de sus contrincantes y la acusacion involucra, entre otras, a JBS Friboi, el mayor exportador de carne del pais. Y como un recordatorio de las responsabilidades de aquellos que estan en el gobierno, los fiscales tambien incluyeron en la demanda al Instituto Brasilero del Ambiente por faltar a sus obligaciones.

Los blancos de la demanda de los fiscales esta muy bien elegidos. Algunos estudios indican que la ganaderia explica el 80% de la deforestacion en el amazonas en los ultimos años. Tampoco se podria acusar a los fiscales de impacientes. La evidencia que sustenta el caso fue el resultado de mas de un año de trabajo en el cual tambien se intento firmar un acuerdo con estas compañias para evitar la compra de ganado proveniente de areas ilegalmente deforestadas.

El agujero de ozono está influyendo en el clima del hemisferio Sur


La abundancia de veranos tropicales especialmente lluviosos en las últimas décadas se debe al adelgazamiento de la capa de ozono, además de al aumento de los gases de efecto invernadero, indica una nueva investigación. El llamado agujero de ozono, que se produce anualmente sobre la Antártida, es la manifestación más espectacular de este adelgazamiento, que está afectando a toda la circulación atmosférica en el hemisferio Sur, indican científicos canadienses y estadounidenses.

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viernes, 22 de abril de 2011

Este 22 de abril se celebra el día de la Tierra



Hoy, 22 de abril, se celebra en todo el mundo el Día de la Tierra, una jornada que busca concienciarnos sobre la importancia de respetar, cuidar y preservar nuestro medio ambiente, todo a través de la celebración de diversos actos festivos y didácticos con la participación de organismos como la ONU y la NASA.

El responsable del nacimiento de esta festividad fue el senador norteamericano Gaylord Nelson, quién el 22 de abril de 1970 organizó una marcha multitudinaria convocando a cientos de universidades y miles de colegios de Estados Unidos para presionar para que el Gobierno creara una Agencia de Protección Ambiental.

Finalmente, las exigencias de Gaylord Nelson fueron escuchadas. Desde entonces los propios organismos internacionales han tratado de mejorar el cuidado del planeta.

Desde su creación, muchas organizaciones no gubernamentales (ONGs), algunos gobiernos y varias iniciativas individuales han advertido sobre la necesidad urgente de un cambio en nuestras prácticas de consumo y en las políticas económicas, con el propósito de preservar lo que queda de nuestro planeta para las futuras generaciones.

El Día de la Tierra nos da la oportunidad para educar a la sociedad sobre los desafíos a que se enfrenta nuestro planeta y que afectan directamente a nuestro bienestar y al de futuras generaciones.

La necesidad de crear una conciencia colectiva para enfrentarnos a los problemas ambientales de nuestra sociedad, la contaminación, el cambio climático y la conservación de la biodiversidad.
Entre otras acciones impulsando la eficiencia energética, el reciclaje, la disminución de emisiones contaminantes y el fomento de las energías renovables.

Más en:

http://etdel42.blogspot.com/2010/04/dia-de-la-madre-tierra.html