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viernes, 19 de agosto de 2011

Hortas urbanas orgânicas recebem incentivo federal

Uma animadora notícia partiu recentemente do governo federal: serão destinados R$ 3,2 milhões de reais para um programa de produção de alimentos em hortas urbanas, sem a utilização de agrotóxicos. A medida será aplicada junto a famílias de baixa renda nos estados do Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Sergipe e visa à geração de renda e à preservação do meio ambiente.



Reportagem publicada no site EcoDebate divulgou reunião entre os técnicos do Programa da Agricultura Urbana do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e representantes dos seis estados para explicar o funcionamento do programa, e fazer ajustes e alterações necessárias nos projetos.

O dinheiro servirá, principalmente, para comprar equipamentos e material de consumo e capacitar agricultores.

A coordenadora-geral do programa, Maristela Pinheiro, explicou que o objetivo é desenvolver a prática em todo o país e ensinar técnicas adaptadas às realidades urbanas, como a utilização de recipientes plásticos para a produção de mudas e a transformação de lixo orgânico em compostos para a fertilização dos solos.

“Tornar as cidades produtivas é nosso principal objetivo. As cidades têm muitos espaços ociosos, que poderiam estar produzindo alimentos com a utilização de mão de obra de pessoas de baixa renda. Além disso, a agricultura urbana muda a paisagem da cidade, tornando-a mais verde. Sem contar que esse tipo de prática serve como terapia ocupacional e estimula hábitos alimentares mais saudáveis”.

Mais produção com recursos locais


No Rio, a agricultura urbana é desenvolvida com incentivo de organizações não governamentais e entidades como a Pastoral do Menor, que desenvolve um trabalho de plantio de hortas em áreas carentes onde há insegurança alimentar.

Maristela lamenta a falta de um marco legal para os agricultores urbanos. “Eles não podem acessar contas públicas e direitos. Por isso, na Conferência Nacional de Segurança Alimentar (7 a 10 novembro), vamos propor uma lei que garanta essa identidade do agricultor urbano que abastece a cidade, principalmente no Rio de Janeiro, onde as hortaliças são majoritariamente produzidas em áreas urbanas”, afirmou a representante do MDS.

O Rio já conta com um projeto da Secretaria de Agricultura e Pecuária do estado, patrocinado pelo MDS e realizado nas regiões de Nova Iguaçu, Mesquita, Japeri, Queimados, Magé e na capital, desde o ano passado. Os produtos agrícolas e pecuários são para autoconsumo, trocas e doações, e o MDS estimula a comercialização para a geração de renda das famílias, contanto que a produção utilize recursos e insumos locais (solo, água, resíduos, mão de obra etc.).

“Vamos inaugurar uma feira em Duque de Caxias devido ao grande potencial dessa região para a agricultura urbana e, com ela, vamos beneficiar cerca de 150 produtores da região”, completou Maristela. (Fonte: Gabriela Machado)

Notícia original AQUI