martes, 28 de junio de 2011

Desafios da economia verde


Por Ricardo Abramovay (*)
A eficiência energética do petróleo é, até hoje, inigualável: três colheres contêm o equivalente à energia média de oito horas de trabalho humano. O crescimento demográfico e econômico do século 20 teria sido impossível sem esse escravo barato. No entanto, além de seus efeitos sobre a qualidade do ar nas grandes cidades e dos impactos nas mudanças climáticas globais, seu uso traz um problema adicional.
Cada unidade de energia investida para produzir petróleo nos anos 1940 rendia o equivalente a 110 unidades de energia. Ao longo do século 20, esses retornos foram declinando. A estimativa internacional para exploração em plataformas de alto mar, como o pré-sal, hoje, é de um para dez. Embora as fontes alternativas de energia estejam se ampliando de maneira espetacular, nada indica que, nos próximos 40 anos, consigam substituir a dependência em que se encontram as maiores economias do mundo de carvão, petróleo e gás. Daí a urgência de acelerar a transição para a economia verde, título de documento lançado em Nairóbi pelo Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente.
O físico e economista norte-americano Robert Ayres, o nome internacional de maior destaque em ecologia industrial, coordenou o capítulo sobre indústria desse documento. O desafio mais importante da economia verde, a seu ver, consiste em reformar a gestão do atual sistema, baseado na economia fóssil, para que se dobre o montante de energia que se extrai de um barril de petróleo (ou do equivalente em termos de carvão ou de gás).
É para enfrentar esse desafio que deve se voltar o essencial do processo de inovação industrial nas sociedades contemporâneas.
Ayres calcula que o sistema econômico desperdiça nada menos que 80% da energia extraída da Terra. É apenas um indicativo do potencial da reciclagem e da reutilização industriais para atenuar a conhecida escassez de energia e de matérias-primas.
No coração da economia verde está um esforço de desenho industrial, não apenas no interior de cada empresa, mas na própria relação entre empresas: parques tecnológicos devem se converter em parques ecológicos, garantindo a simbiose no uso de materiais e energia entre diferentes indústrias, como já ocorre, por exemplo, na Dinamarca.
Esse é um exemplo dos promissores processos capazes de promover um relativo descasamento entre o crescimento da produção e o uso de materiais e energia em que, até aqui, ela se apoia.
Mas até onde vai esse descasamento? É verdade que cada unidade de produto hoje é obtida com o uso de menos materiais e energia, e até com menos emissões de gases de efeito estufa que há alguns anos. 
Em 2002, cada unidade do PIB mundial foi produzida, em média com 26% menos de recursos materiais que em 1980. Caiu a intensidade material da produção de riqueza. No entanto, o crescimento do PIB mundial compensou esse ganho de eficiência: apesar do declínio relativo, o consumo absoluto de materiais aumentou 36%.
E o horizonte 2002/2020 é de que o aumento na produtividade por unidade de produto seja contrabalançado por um consumo quase 50% maior de materiais, com um impacto devastador sobre o clima e sobre os ecossistemas.
Portanto, apesar da importância estratégica de que a economia verde ocupe o centro da inovação, isso não afasta o desafio de repensar os padrões de consumo, os estilos de vida e o próprio lugar do crescimento econômico, como objetivo autônomo, nas sociedades contemporâneas. Inovação e limite são as duas palavras-chave da economia verde.
(*) RICARDO ABRAMOVAY é professor titular do Departamento de Economia da FEA e do Instituto de Relações Internacionais da USP, coordenador de seu Núcleo de Economia Socioambiental, pesquisador do CNPq e da Fapesp. Site:www.abramovay.pro.br/. Este artigo foi publicado originalmente no jornal Folha de S.Paulo, em 27 de junho de 2011.

lunes, 27 de junio de 2011

Asteroide do tamanho de um ônibus passará hoje pela Terra


Um pequeno asteroide, medindo entre 9 e 30 metros de largura, vai passar extremamente perto da Terra nesta segunda-feira, mas sem oferecer risco ao planeta. O objeto espacial estará mais perto às 14h14min, horário de Brasília, e passará a apenas 12 mil quilômetros da superfície da Terra, de acordo com técnicos da Nasa.

Nesse momento, o asteroide - que recebeu de cientistas o nome de 2011 MD - estará na região da costa da Antártida.

A Nasa havia divulgado que o horário de aproximação seria às 10h30min, hora de Brasília, mas depois recalculou e corrigiu a informação. O 2011 MD foi descoberto na quarta-feira pelo Linear, um par de telescópios robóticos, localizados no Novo México, que escaneiam os céus para verificar a presença de asteroides próximos à Terra.

De acordo com a Nasa, um objeto do tamanho do asteroide em questão se aproxima da Terra de seis em seis anos, em média.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/06/27/pequeno-asteroide-passara-perto-da-terra-nesta-segunda-feira-924770329.asp#ixzz1QTvlp03k
 
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miércoles, 22 de junio de 2011

La NASA presenta la imagen más precisa y detallada que se tiene de la Luna hasta el momento

La NASA ha presentado la imagen más completa que se tiene hasta ahora de la Luna gracias a los datos transmitidos por la sonda lunar Reconnaissance Orbiter (LRO).
El LRO ha cambiado para siempre la visión de la Luna ya que con los 192 terabytes de datos, imágenes y mapas, recogidos por los siete instrumentos que conforman la sonda han configurado la imagen más precisa hasta la fecha del satélite natural de la Tierra.
"Este es un gran logro", aseguró Douglas Cooke, director adjunto del Directorio de Misiones de Sistemas de Exploración (ESMD) de la NASA en una rueda de prensa en Washington.

La Luna

Como curiosidad, la NASA señala que esa cantidad de información equivale a cerca de 41.000 DVD corrientes de los que se utilizan para almacenar datos.
El orbitador LRO fue lanzado al espacio en junio de 2009 y desde que comenzó a enviar sus primeras imágenes ha permitido conocer mejor la cara oculta de la Luna, diseñar un mapa completo mapa de sus cráteres "y eso ha sido sólo el comienzo", aseguró Cooke.
El objetivo principal de la misión era buscar posibles sitios de descenso para las naves tripuladas que pudieran viajar en el futuro permitir una exploración de la Luna "segura" y "efectiva" pero esta misión "ha cambiado nuestra comprensión científica de la Luna", dijo Michael Wargo, jefe científico del investigaciones de la Luna del ESMD.
El Altímetro Láser del Orbitador Lunar (LOLA) ha realizado más de 4.000 millones de mediciones, cien veces más que todos los datos enviados hasta ahora por todos los artefactos empleados por la NASA para investigar la Luna, y que abren "un mundo de posibilidades para el futuro de la exploración y para la ciencia".
Otro de sus instrumentos, la Cámara del Orbitador de Reconocimiento Lunar (LROC) reveló detalladas imágenes de casi 5,7 millones de kilómetros cuadrados de la superficie de la Luna durante la fase de exploración.
Detalles nunca vistos
A pesar de que anteriores misiones también tomaron imágenes de la luna, la nitidez de las imágenes transmitidas por la LROC permite distinguir detalles nunca antes vistos.
"Con esta resolución, el LRO fácilmente podría detectar una mesa de picnic en la Luna ", dijo el científico del proyecto LRO Richard Vondrak, del Centro de Vuelo Espacial Goddard de la NASA en Greenbelt, Maryland.
Los datos presentados son el resultado de la fase de exploración de la misión, pero todavíaquedan dos años más. "Dos años más de ciencia maravillosos están por venir", aseguró Vondrak. (Fuente: MSN España)

sábado, 11 de junio de 2011

Al Natural- Agua en tiempos de sed




Una producción de Albatros Media que promueve la conservación de los recursos naturales, enfocándose en los valores de la biodiversidad y las oportunidades que brinda la naturaleza para el desarrollo sostenible. MUy buena la edición que habla sobre la ciudad de México, construida sobre el Lago de Texcocoactualmente en proceso de desaparición.



jueves, 9 de junio de 2011

La Historia del Agua Embotellada

La clave del clima está en el Sur

Los países en desarrollo, con su gran potencial de crecimiento y la mayor porción de población mundial sin electricidad, juegan un papel fundamental en la lucha contra el cambio climático, advierten algunas voces.

“Los países en desarrollo tienen que lograr electricidad limpia. Lo que no podemos permitir es que logren acceso a la electricidad tradicional”, dijo en una entrevista con Tierramérica la secretaria ejecutiva de la Convención Marco de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático, Christiana Figueres.



Hay que concentrar esfuerzos en el Sur en desarrollo porque es allí donde crecen la industria, la población y la demanda de energía, cree Figueres, que participó en Barcelona en la octava edición de Carbon Expo, la principal feria y conferencia sobre finanzas del clima, comercio de emisiones y tecnologías bajas en carbono, celebrada en la ciudad española de Barcelona.

“El reto es luchar contra el cambio climático aprovechando el crecimiento vigoroso que se espera tengan los países desarrollo”, subrayó la costarricense Figueres. “El desarrollo en los países del Norte se dio en base a una contaminación muy intensa”, recordó.

En la 16 Conferencia de las Partes de la Convención de Cambio Climático (COP 16), celebrada en Cancún en 2010, se aprobó la creación del Fondo Verde para el Clima para asistir a las naciones pobres en la mitigación y adaptación al cambio climático.

El Norte industrial se comprometió a aportar 30.000 millones de dólares en 2012 y 100.000 millones de dólares anuales para 2020.

Pero “la señal que salió de Cancún no es lo suficientemente vigorosa como para redireccionar hacia las tecnologías limpias la gran cantidad de capital que se necesita”, agregó Figueres.

Para avanzar hacia una “economía verde” es preciso un doble esfuerzo, el de los gobiernos, que tienen que adaptar las normativas, y el del sector privado, que cuenta con capital para invertir en tecnologías menos contaminantes.

“Hay que invertir en los sectores generadores de electricidad, transportes, manejo de desechos, sector forestal y los de acceso de energía descentralizada en áreas rurales”, afirmó Figueres a Tierramérica.

La funcionaria insistió en que vamos “hacia un futuro de tecnología verde” y llamó a gobiernos y sector privado, porque “esto es un trabajo en equipo”.

Las emisiones mundiales de dióxido de carbono fueron en 2010 cinco por ciento mayores que en 2008, sostiene la Agencia Internacional de Energía (AIE).


Esto es "un recordatorio a todos los gobiernos del mundo de que es urgente actuar y no podemos ofrecer soluciones parciales y cortoplacistas”, dijo Figueres.

Según la AIE, las emisiones del gas de efecto invernadero más abundante alcanzaron 30.600 toneladas métricas el año pasado, muy cerca del límite de 32.000 toneladas que no se debería sobrepasar después de 2020 para contener en dos grados el aumento de la temperatura mundial.

Si en este siglo la temperatura aumenta más de dos grados, un cambio climático desastroso sería inevitable, afirman los científicos.

Los compromisos para revertir esa tendencia se deben alcanzar en la COP 17 que se realizará a fin de año en Sudáfrica. Equipos técnicos y políticos se reúnen entre el 6 y el 16 de junio en Bonn para acortar las diferencias entre los países negociadores.

La Carbon Expo fue organizada entre el 1 y el 3 de este mes por el Banco Mundial y la Asociación Internacional de Comercio de Emisiones (IETA, por sus siglas en inglés), y reúne a más de 3.000 participantes para debatir las últimas novedades en la financiación climática y hacer negocios.

La secretaria de Estado de Cambio Climático de España, Teresa Ribera, también presente en Barcelona, coincidió con Figueres en que “la economía del cambio climático tiene que beneficiar a los países en desarrollo, que son los más vulnerables, y también los que necesitan un mayor incremento de su capital y su capacidad para obtener más bienestar a su población”.

Ribera dijo a Tierramérica que España hizo una apuesta permanente para aprovechar los mercados de carbono como “herramienta útil” para facilitar un desarrollo distinto y la preservación de los bosques en América Latina.

“Lo hemos hecho con países amigos de América Central y América del Sur. Con ellos hemos aprendido la contabilidad del carbono, el ciclo del carbono, lo que ha permitido ir construyendo pequeños proyectos sostenibles de gestión forestal”, explicó.

Según Ribera, a través del Banco Interamericano de Desarrollo, la Corporación Andina de Fomento y el Banco Mundial España exige que el dinero público que aporta vaya a proyectos, preferiblemente en América Latina, asociados a energía limpia y a una gestión responsable de los residuos.

Son “pequeñas inversiones acogidas positivamente por la comunidad local para facilitar esa conexión de mayor beneficio social y protección ambiental, lo que es bueno por sí mismo, pero también es rentable”, comentó. (Por Inés Benítez)
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